Carnalentejana

O reconhecimento da denominação de origem “Carnalentejana” é o fruto do esforço desenvolvido nos últimos anos pelos criadores, na preservação do património da Raça Bovina Alentejana.

​Carcaças de vitela, novilho, novilha ou as peças delas provenientes, obtidas a partir de animais da Raça Alentejana, inscritos no Livro de Nascimentos e filhos de pais e mães inscritos no Livro Genealógico da Raça Bovina Alentejana. Mantém a forma tradicional de maneio que confere à carne características organoléticas diferenciadas.

O uso da Denominação de Origem Protegida obriga a que a carne seja produzida de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, a identificação dos animais, o saneamento e a assistência veterinária, o sistema de produção, a alimentação, as substâncias de uso interdito e as condições a observar no abate e conservação das carcaças.

Podem beneficiar do uso da denominação de origem as carcaças ou peças delas provenientes, nas seguintes condições: Vitela (abatidos até aos 6 meses de idade, com peso de carcaça até 180 kg); Vitelão (abatidos entre os 6 e os 13 meses de idade e com peso vivo até 300 kg); Novilha (fêmeas não paridas abatidas entre os 13 e os 30 meses com peso inferior a 330 kg); Novilho (machos não castrados abatidos entre os 13 e os 30 meses de idade com peso de carcaça superior a 180 kg).

Comercialmente a carne de bovino de raça alentejana pode apresentar-se como: hemicarcaças; peças acondicionadas em saco próprio; peças, partes de peças ou fatiados; preparados obtidos a partir de peças diversas, picadas, moldadas, enroladas, em cubos, em tiras ou outras formas. Qualquer que seja a forma de apresentação comercial, é obrigatório que da rotulagem conste a menção "CARNA-LENTEJANA - DOP" bem como a marca de certificação aprovada.