Plantas Aromáticas e Medicinais

​Atualmente produzem-se diferentes espécies mediterrâneas e algumas variedades locais. As ervas são processadas, secas ou destiladas para a produção de óleos essenciais, nas explorações agrícolas logo após a colheita, para se obter uma qualidade superior. Das principais espécies utilizadas, produzidas ou por recolha das ervas espontâneas, para a produção de óleos essenciais podem referir-se as seguintes: tomilhos, a salva, o orégão, o poejo, o rosmaninho, o rosmaninho verde, a hortelã-da-ribeira, a rosa brava, o alecrim, a esteva, o sargaço, a arruda, a segurelha e o funcho. A produção de plantas para secagem, utiliza essencialmente espécies como a calêndula, calêndula-brava, a erva-cidreira, a lúcia-lima, o hipericão, a segurelha, a erva-príncipe, o manjericão, a manjerona, o funcho e a macela.


História:

A maioria das ervas verdes que ainda hoje se utilizam são originárias da região do Mediterrâneo.

Há milhões de anos que se cultivam plantas, não só devido às suas propriedades medicinais, mas também por se incluir nas dietas suplementares nutritivas provenientes de plantas silvestres.

As “ervas” cobiçadas pelo Homem desde os primórdios da civilização são responsáveis por trazer o sabor, o aroma e a possibilidade de conservação de alguns alimentos.

O uso de plantas como medicamentos antecede a história humana escrita. Muitas das ervas e temperos usados por seres humanos na comida também produzem compostos medicinais úteis. O uso de ervas e especiarias na culinária desenvolveu-se em parte como uma resposta à ameaça de agentes patógenos de origem alimentar. Estudos mostram que em climas tropicais, onde os patógenos são mais abundantes, as receitas são mais condimentadas. Além disso, as especiarias com poder antimicrobiano mais potente tendem a ser selecionadas. Em todas as culturas os vegetais são menos temperados do que as carnes, presumivelmente porque são mais resistentes à deterioração. As angiospermas foram a fonte original da maioria das plantas medicinais. Muitas das ervas daninhas comuns que povoam os assentamentos humanos, como a urtiga, o dente-de-leão e a Morugem, têm propriedades medicinais.


Características Gerais:    

Fisionomia

A expressão “Plantas Aromáticas e Medicinais – PAM” é utilizada indistintamente, como forma de designar um grupo de plantas que se distinguem pelos seus fins e características.

As ervas aromáticas ou ervas-de-cheiro são plantas, normalmente de pequenas dimensões, cujas folhas e outras partes verdes soltam aromas que as tornam muito procuradas na culinária e outros usos domésticos e industriais.


Espécies:

Existem plantas aromáticas e medicinais de várias espécies, apresentando consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade. Estas plantas possuem na sua composição, para além das substâncias presentes em todas as outras (como a água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas).


Habitat:

A produção e utilização de PAM têm vindo a aumentar de forma acentuada nos últimos anos em todos os Continentes, não sendo a Europa exceção. Portugal tem as condições ideais ao nível de clima para produzir algumas espécies com bastante sucesso, em modo de produção biológica, privilegiando a utilização de recursos da própria exploração e excluindo o uso de químicos de síntese, como fertilizantes e pesticidas.

As plantas produzem-se bem na maior parte dos tipos de solo, incluindo os mais pesados, desde que exista uma boa drenagem e não fiquem encharcados no Inverno.


Época:

As colheitas diferem consoante o tipo de planta.

Hortelã-pimenta - Normalmente as colheitas são feitas de Maio a Outubro, sendo possível cortar duas ou mais vezes durante esse período, consoante a região e o clima do ano.  

Os Tomilhos devem ser podados na Primavera.

Tomilho-limão - Deve ser podado logo a seguir à floração, de forma a evitar que lenhifique ma base, mantendo-se vigoroso e saudável por muito mais tempo.


Utilização:

De acordo com os compostos que diferenciam as plantas e lhes conferem propriedades especiais, tais como alcaloides, glicosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitem a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes.  

As aromáticas são utilizadas desde tempos imemoriais e, segundo alguns investigadores, acompanharam as migrações e a evolução dos povos que as utilizavam, inclusivamente protegendo a sua saúde, devido às suas propriedades antimicrobianas que, não só evitam algumas infeções, como a própria deterioração dos alimentos frescos. Além disso, muitas destas plantas têm propriedades medicinais, principalmente na facilitação dos processos digestivos.


Plantação:

Atualmente produzem-se diferentes espécies mediterrânicas e algumas variedades locais. As ervas são processadas, secas ou destiladas para a produção de óleos essenciais, nas explorações agrícolas logo após a colheita, para se obter uma qualidade superior.


Curiosidades:

Para manterem as suas propriedades, as ervas só devem ser adicionadas aos alimentos no fim da sua preparação, uma vez que o calor prejudica-as.