Mel

​No Alentejo, um conjunto de fatores criam o contexto ideal para a produção de mel biológico, entre eles, a presença de áreas consideráveis dedicadas à tradicional produção extensiva do montado, ideal para a apicultura biológica. A riqueza da flora melífera mediterrânica, associada à produção em modo biológico, garantem um mel de extraordinária qualidade. Nesta região podem encontrar-se diferentes méis, bem como outros produtos biológicos certificados feitos a partir de mel, por exemplo, doces e chocolates. A água-mel é uma bebida muito apreciada local e regionalmente.


História:

O mel é um alimento, geralmente encontrado em estado líquido viscoso e açucarado, que é produzido pelas abelhas a partir do néctar recolhido de flores e processado pelas enzimas digestivas desses insetos, sendo armazenado em favos em suas colmeias para servir-lhes de alimento.

O mel sempre foi utilizado como alimento pelo homem, obtido inicialmente de forma extrativa e, muitas vezes, de maneira danosa às colmeias. Com o passar dos séculos, o homem aprendeu a capturar enxames e instalá-los em "colmeias artificiais". Por meio do desenvolvimento e aprimoramento das técnicas de manejo, conseguiu aumentar a produção de mel e extraí-lo sem danificar a colmeia. Com a "domesticação" das abelhas para a produção de mel, temos então o início da apicultura. Atualmente, além do mel, podemos obter diversos produtos como o pólen apícola, a geleia real, a apitoxina e a cera. Além da produção e comercialização de rainhas e em alguns casos de enxames e crias.


Características Gerais:    

Fisionomia

O mel é um produto natural com característica aromática acentuada. A sua cor e sabor estão diretamente relacionadas com a predominância da florada utilizada para a sua produção. Os méis de coloração clara apresentam sabor e aroma mais suaves, como, por exemplo, os produzidos em pomares de laranjeiras, que têm alta cotação no mercado. No entanto, os méis de coloração escura são mais nutritivos, ricos em proteínas e sais minerais.

Outra característica marcante em alguns méis é a consistência líquida ou endurecida que poderá apresentar quando armazenado em recipiente, sendo de igual qualidade sob esse aspeto.

No que diz respeito ao néctar, pode provir de uma única flor (mel monofloral) ou de várias (mel plurifloral).

Por se tratar de uma solução saturada de açúcares, o mel tende a cristalizar-se de forma espontânea, adquirindo uma consistência sólida, esse efeito nada mais é do que a condensação, a aglutinação, das partículas de glicose.


Espécies:

Na região Alentejo podem encontrar-se diferentes méis, bem como outros produtos biológicos certificados feitos a partir do mel, por exemplo doces e chocolates.

Nem todo mel é igual, as características deles como, cor, sabor, viscosidade, não dependem da abelha, mas sim o tipo da flor, das zonas geográficas e condições climáticas.

Na produção de mel em Portugal destaca-se uma variedade: Mel da Serra da Lousã, Mel da Serra de Monchique, Mel da Serra Quente, Mel das Terras Altas do Minho, Mel do Barroso, Mel do Alentejo, Mel do Parque de Montezinho, Mel do Ribatejo Norte e Mel dos Açores.


Habitat:

No Alentejo, um conjunto de fatores criam o contexto ideal para a produção de mel biológico, entre eles, a presença de áreas consideráveis dedicadas à tradicional produção extensiva do montado, em combinação com pecuária e produção biológica certificada de plantas aromáticas e medicinais. Na paisagem aberta do sistema de montado, muitas espécies diferentes de plantas florescem na primavera, verão e outono. Este é o ambiente ideal para a apicultura biológica. A riqueza da flora melífera mediterrânica associada à produção em modo biológico, garantem um mel de extraordinária qualidade.


Época:

A colheita do mel deve ser realizada em dias secos e de sol.

O apicultor deve dar preferência aos horários entre 9 e 16 horas, em dias ensolarados. Após coletadas, as melgueiras não devem permanecer expostas ao sol por longos períodos, pois as elevadas temperaturas podem levar a um aumento do teor de hidroximetilfurfural (HMF) no mel, comprometendo sua qualidade


Utilização:

Além de ser utilizado como adoçante, o mel sempre foi reconhecido devido às suas propriedades terapêuticas.

O mel possui excelentes propriedades para a utilização na indústria da cosmética e farmacêutica. O seu consumo está associado a inegáveis vantagens para a saúde. O própolis, a cera e a geleia real têm múltiplas aplicações, por exemplo na decoração. A água-mel é uma bebida muito apreciada local e regionalmente.


Plantação:

O mel é obtido através das colmeias. Na região Alentejo predomina o mel monofloral: Rosmaninho, Soagem, Eucalipto, Laranjeiro e o mel multifloral.  

Sempre que possível, a abelha procura nectários com um teor de açúcar alto. Diariamente a abelha passa por mais de 50 mil flores, e faz de 13 a 17 viagens das flores até a colmeia. Elas voam aproximadamente 500 metros.

A quantidade de plantas que crescem e produzem néctar em um determinado período também influenciam na composição do mel.

O néctar é depositado na colmeia pelas abelhas coletoras sobre os favos. As abelhas mais jovens é que vão fazer o trabalho de transformação do mel. As abelhas caseiras preparam o mel e avaliam a umidade e teor de açúcar.

Depois de pronto ele é colocado nos alvéolos, e enquanto isso outras abelhas ficam observando se tudo está correndo bem, e abanam a suas asas para manter a temperatura local e secar o excesso de água. Por fim, se tudo estiver correto, os alvéolos são cobertos com uma fina camada de cera.


Curiosidades:

O mel é o alimento natural de maior fonte de energia. Ele pode ser consumido por qualquer pessoa de qualquer idade, e diariamente, pois equilibra o processo biológico do corpo, por ser o único alimento que contém proporções equilibradas de fermentos, vitaminas, minerais, ácidos e aminoácidos, semelhantes substâncias bactericidas e aromáticas. Pode ser consumido puro ou em sumos, vitaminas, iogurtes, salada-de-frutas, etc.