Figo da Índia

As sebes com os catos de Figueira da Índia eram utilizadas tradicionalmente pelos agricultores para manter os animais selvagens afastados dos pastos. A Figueira da Índia tem um fruto delicioso de cor amarela, laranja ou vermelha. O seu sabor assemelha-se ao da pera e por isso o seu fruto é também designado de pera espinhosa. A sua ingestão é especialmente agradável durante o verão por ser refrescante. De destacar as suas propriedades antioxidantes e os seus efeitos benéficos para a saúde. O Figo da Índia do Alentejo, com produção biológica certificada, é oferecido como uma fruta fresca, mas é também utilizado na confeção de diferentes produtos, como compotas, geleias, bebidas destiladas, licores, produtos dietéticos, sorvetes, iogurtes e óleos produzidos a partir das sementes (para a indústria cosmética, entre outras).


História:

Ainda relativamente desconhecido, este fruto é rico em açúcar e contém bons níveis de potássio, magnésio, cálcio e vitaminas C, A, B1 e B2.

A nível medicinal, a planta que dá origem ao Figo da Índia é utilizada no fabrico de alguns produtos farmacêuticos, que são indicados para o tratamento de doenças urinárias, das vias respiratórias e como diurético. Das sementes extraem-se um óleo muito utilizado para produtos de cosmética.

O Figo da Índia consome-se em fresco, mas também como fruto seco, em sumo e em bebidas alcoólicas. Também é utilizado para extração de corantes (fruto vermelho). Foi trazida para a Europa por descobridores espanhóis e adaptou-se bem à zona mediterrânica.

O consumo desta planta começou há cerca de 9.000 anos, garantem especialistas e historiadores. No Algarve e no Alentejo, os catos crescem selvagens há séculos e serviam para delimitar as propriedades e para alimentar os porcos. As cabras e ovelhas deliciam-se com as suas folhas mas esta planta tem sido ignorada pelos portugueses.


Características Gerais:    

Fisionomia

Cato suculento, ramificado, de porte arbustivo, com altura entre 1,5 - 3 m, ramos clorofilados achatados, de coloração verde-acinzentada, mais compridos (30 - 60 cm) do que largos (6 -15 cm), variando de densamente espinhosos até desprovidos de espinhos. As folhas são excecionalmente pequenas, decíduas precoces.  

As flores são hermafroditas (autoférteis) com pétalas amarelas ou amarelo-alaranjada. O fruto é uma baga ovóide de cor amarela, roxa ou vermelha, mede entre cinco a nove centímetros de comprimento e pesa cerca de 120 gramas. Possui alto teor de fibras, vitamina A e ferro.


Espécies:

Existem variedades de fruto brancas, amarelos (os mais apreciados), roxos e vermelhos.


Habitat:

Esta planta gosta de solos húmidos, arenosos, silico-argilosos, profundos, e bem drenados. E não tem grandes exigências nutritivas, adaptando-se mesmo a solos com fraca fertilidade. É por isso, uma solução que se adapta muito bem à morfologia geográfica e agrária do país.


Época:

Podem existir duas florações por ano, uma na primavera e outra no princípio de outono, necessitando de temperaturas diurnas superiores a 20º C.


Utilização:

As suas propriedades antioxidantes são bastante benéficas para a saúde. O Figo da Índia do Alentejo, com produção biológica certificada, é oferecido como uma fruta fresca, mas é também utilizado na confeção de diferentes produtos, como compotas, geleias, bebidas destiladas, licores, produtos dietéticos, sorvetes, iogurtes e óleos produzidos a partir das sementes (para a indústria cosmética, entre outras).

Plantação:

Hoje estima-se que em todo o território nacional existam aproximadamente 200 hectares de plantações ordenadas.

Crescem em terrenos de fraca qualidade, mas com boa drenagem, luz e calor. A Figueira da Índia é um cato e, como tal, também não é exigente em termos de rega.


Curiosidades:

É uma atividade que poderá ser promissória, podendo constituir-se como um fator de desenvolvimento, principalmente em zonas áridas e com muita pouca produtividade, onde outras culturas não encontrariam condições de rentabilidade. Um hectare de Figueira da Índia tem um baixo investimento e a sua manutenção é pouco exigente, bastando, segundo os entendidos na matéria, “uma lavoura anual e aplicação orgânica (opcional) para que o seu desenvolvimento possa melhorar”.