Território

​O Alentejo corresponde a um território onde se concentra um vasto e diversificado património ambiental e cultural. O reconhecimento do valor intrínseco deste património encontra evidência muito clara na multiplicidade de ativos que se encontram classificados ao abrigo de regimes legais de proteção e valorização específicos e que consagra, por exemplo:

  • 514 mil hectares classificados como Sítios da Rede Natura 2000;
  • 368 mil hectares classificados como Zonas de Proteção Especial da Rede Natura 2000;
  • 181 mil hectares integrados na Rede Nacional de Áreas Protegidas;
  • 491 bens imóveis culturais classificados, abrangendo 302 monumentos, 58 conjuntos e 131 sítios.

A disponibilidade deste tipo de ativos tem vindo a posicionar-se como uma importante base de recursos para o desenvolvimento da atividade turística na região, designadamente em segmentos estratégicos como o turismo rural, o turismo de natureza, com destaque para o birdwatching e o touring cultural e paisagístico. Para além da vasta frente atlântica de praias, que constitui um dos troços litorais mais bem preservados da Europa, o Alentejo possui ainda na Albufeira de Alqueva do maior lago artificial europeu (com 250 km2 de superfície).

Tratando-se de um destino emergente e não massificado, com quase 660 mil hóspedes em 2011 e em franco crescimento ao longo dos últimos anos, este é seguramente um setor ao qual se reconhecem grandes potencialidades de desenvolvimento. O aumento da capacidade hoteleira em cerca de 61% ao longo da última década e a crescente qualificação e diferenciação da oferta disponibilizada confirmam esse mesmo potencial.

Na base de recursos da região destaca-se ainda a existência de condições de referência a nível internacional para o desenvolvimento de atividades de base territorial.

Pela sua relevância específica, compete aqui referenciar:

  • a presença de importantes jazidas minerais no território regional, com destaque para a Faixa Piritosa Ibérica (cobre e zinco) e a chamada Zona dos Mármores;
  • o desenvolvimento de produções agrícolas de valor acrescentado (alimentares e não alimentares), associado à forte expansão registada  ao nível dos perímetros de rega na região;
  • o elevado potencial associado à exploração de fontes energéticas com caráter renovável, com destaque para a energia solar.