02 janeiro 2015

Uma viagem alentejana ao Lagar do Marmelo

Da oliveira à garrafa, fomos descobrir como se faz o azeite que, neste Natal, vai regar os pratos dos portugueses. Junte-se à apanha e fique ainda a saber como "provar" o néctar dourado em Ferreira do Alentejo

​As máquinas trabalham 24 horas por dia. Tanto dá serem três da manhã como três da tarde. O barulho é quase sempre ensurdecedor. A transformação da azeitona não conhece intervalos e a mão-de-obra disponível divide-se em turnos. Entre outubro e dezembro o descanso é pouco, quase nulo. Faça chuva ou faça sol, é a altura de invadir o olival em busca da azeitona verde, pequena, que depois de trabalhada dá origem ao líquido de tonalidade dourada que nos habituámos a ter em casa.
Estamos em Ferreira do Alentejo, mas podíamos estar noutro lado qualquer onde o cenário fosse idêntico. As coordenadas inseridas no GPS levaram-nos ao encontro de uma propriedade batizada em honra do fruto que o marmeleiro dá. Mas na Herdade do Marmelo só há oliveiras. E não são poucas. Distribuídas por um total de 4.500 hectares, formam um manto verde em redor do lagar concebido pelo arquiteto português Ricardo Bak Gordon — faz parte de um projeto iniciado em 2007 pelo grupo Sovena, na tentativa de criar “o maior olival do mundo”. O slogan, esse, é da marca Oliveira da Serra.