Monte dos Perdigões

120 hectares de vinha

Henrique Granadeiro - Administrador

​“Um dos vetores estratégicos para desenvolver o património agrícola que fui adquirindo  era o vinho, que  já vinha identificado no relatório Porter e noutros documentos do Banco Mundial como um nicho de mercado com grande potencial em Portugal e, designadamente, no Alentejo. Vamos também desenvolver os cereais de regadio e a produção de carne extensiva. É um património que tem novas oportunidades sobre tudo a partir da barragem do Alqueva que com a sua grande capacidade que pode ir até 110 mil ha de irrigação poderá mudar a face do Alentejo do ponto de vista económico e da fixação das suas populações. O Alentejo é um grande património do ponto de vista ambiental. Tem mais de 300 dias de sol, tem uma infraestrutura tecnológica bastante moderna quer do ponto de vista das telecomunicações quer do ponto de vista da energia ou das acessibilidades rodoviárias. É uma região em que vale a pena investir e à medida que esses investimentos forem realizados eles vão ser contagiosos e vai criar-se um ambiente de emulação e de atração de novas iniciativas e de novas visões, quer para a agricultura quer para a exploração de outros recursos naturais como é o caso da indústria mineira, das rochas ornamentais ou de outras produções que, a uma hora de Lisboa, têm todas as condições para se fixarem aqui. Não vale a pena olhar para o Alentejo como uma região isolada e com fronteira sobre o grande aglomerado da zona da grande Lisboa. Hoje o Alentejo é uma região que está praticamente integrada nessa rede e por isso um local bastante apto para a fixação das novas indústrias que têm dificuldades e muitos handicaps pela sua localização em zonas densamente povoadas. O desenvolvimento implica, acarreta desenvolvimento  e isso é uma cadeia virtuosa que neste momento temos ao nosso alcance no Alentejo.​ O Alentejo é hoje uma grande reserva ambiental,  ao nível da Europa. É difícil ter 3 milhões e 500 mil ha (uma superfície igual à da Bélgica) com um povoamento relativamente  concentrado e uma densidade baixa. Por isso, hoje o Alentejo representa uma reserva ambiental inigualável. Estamos a falar da valência agrícola e da fileira agro industrial mas também de outras valências na área do turismo, quer ligado a aspetos culturais quer aos artefactos e aos produtos artesanais, mesmo da área alimentar. Por isso acho que o Alentejo tem à sua frente um novo caminho e será um fator com grande impacto na recuperação do país.”

Henrique Granadeiro - Presidente do Conselho de Administração da GRANACER, S.A.

Monte dos Perdigões, Apartado 147, 7200-309 Reguengos de Monsaraz

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