Galp Energia

O maior projeto de investimento alguma vez realizado em Portugal

Luís Palha da Silva - Vice Presidente do Conselho de Administração

“O investimento da GALP aqui em Sines resultou da vontade de criar um polo de desenvolvimento associado à refinação e à indústria petroquímica. As grandes vantagens que o Alentejo tem foram introduzidas no processo. O facto de ter um porto de águas profundas foi determinante mas também todas as acessibilidades para o Atlântico. Atrás da GALP vieram todos os desenvolvimentos normais da indústria da refinaria e da petroquímica. Está aqui instalado um verdadeiro cluster. Várias empresas que fornecem inputs e outras que os recebem e que trocam entre si não apenas um enorme volume de produção, como intercâmbios de conhecimento que são fundamentais numa industria de capital intensivo como esta e que exige elevada inovação tecnológica. Este é um território que tendencialmente tem todos os recursos que se pretenda. Desde a energia aos recursos humanos e à capacidade de formação dos recursos humanos que, apesar de não ser totalmente autónoma  (o que nem é desejável porque as trocas inerentes à globalização são essenciais), tem um grau de autonomia muito elevado e pode funcionar com um grau de interdependência de todos os atores que já estão na região. Do meu ponto de vista, diria que quem analisa investimento numa base quase demográfica/geográfica encontra  no Alentejo um enquadramento muito favorável. O investimento aqui pode ser de longo prazo e com rentabilidades muito elevadas para os investidores. Os investimentos pelas empresas e em  particular pela GALP têm sido enormes em tudo o que são novas tecnologias, novos processos de trabalho e podemos dizer que esta é uma das áreas do país mais beneficiada em termos de I&DT nos últimos anos. Por outro lado, a eficiência logística é o fator chave para quem vive com milhões de toneladas. A logística é fantástica, espaço não falta e a proximidade ao porto é determinante. As vantagens iniciais que os projetos de refinaria em Portugal tiveram, mantêm-se hoje completamente válidas. Acessibilidades e proximidade da enorme bacia do Atlântica que tem previsto um crescimento fantástico nos próximos anos e que vai fazer com que  inúmeros polos logísticos dentro do Atlântico se desenvolveram ainda mais, tornando-se muito, muito atrativos nos próximos tempos. Eu julgo que Sines é um desses polos logísticos e que pode ter um papel a dizer no desenvolvimento de toda a bacia do Atlântico. Por outro lado, a dinamização dos polos logísticos depende da oferta e a oferta tem vindo a crescer e a melhorar de qualidade. Uma das grandes vantagens do nosso investimento em Sines foi ter produtos com a qualidade pretendida pelos mercados, abandonando outros que se tornaram menos interessantes. Ao fazermos de Portugal um país exportador (gasóleo) em vez de importador como foi até agora,  quer dizer que estamos a falar de milhões de toneladas de capacidade de produção e de exportação o que acabará também por dinamizar as instalações logísticas e, julgo, será mais um motor de crescimento para o Alentejo. A indústria que tenha de  viver do acesso à bacia do Atlântico tem de certeza um lugar muito interessante no Alentejo e em particular nesta zona de Sines.”

Luís Palha da Silva - Vice Presidente do Conselho de Administração

Refinaria de Sines - Chaparral, 7520 Sines

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