Capital Humano e Mercado de Trabalho

Capital Humano e Mercado de Trabalho

A população em idade ativa residente na região do Alentejo ascende atualmente a cerca de 314 mil indivíduos, representando quase 5% do total nacional em 2011. Esse valor expressa um decréscimo de 7% face ao registado em 2001, refletindo assim a tendência estrutural de despovoamento que tem vindo a afetar a região.

Do ponto de vista das qualificações, a última década foi marcada por uma aproximação dos níveis de habilitações literárias da população residente na região em relação à média nacional, materializando assim uma dinâmica de convergência que interessa assinalar (Gráfico 4). Com efeito, em 2011:

  • 22% da população possui como habilitação mínima o Ensino Secundário, dos quais 9% com Ensino Superior (+1 p.p. face a 2001);
  • 38% da população possui como habilitação mínima o 3º Ciclo do Ensino Básico (+8 p.p. face a 2001);
  • 50% da população possui habilitações iguais ou inferiores ao 1º Ciclo do Ensino Básico (-8 p.p. face 2001).

Gráfico 1 – Evolução da Estrutura de Habilitações Literárias da População Residente na Região do Alentejo (2001/2011)

EvoHabLite.pngFonte: Instituto Nacional de Estatística


Não obstante, deve destacar-se que a sustentabilidade desta trajetória de convergência no médio-longo prazo parece ser confirmada pelas taxas de escolarização atualmente registadas na região, podendo antecipar-se que as futuras gerações de ativos venham a apresentar níveis de habilitação alinhados com a média nacional.

Gráfico 2 - Taxa de Escolarização da População Residente na Região do Alentejo (2009/2010)


Fonte: Ministério da Educação e da Ciência


Esta dinâmica está igualmente patente na estrutura de habilitações dos ativos efetivamente mobilizados enquanto trabalhadores por conta de outrem pelos estabelecimentos empresariais implantados na região. Neste âmbito, interessa destacar que, como principais traços da evolução registada entre 2002 e 2009, se contam:

  • o aumento da proporção de trabalhadores com Ensino Superior (+5. p.p.);
  • o aumento da proporção de trabalhadores com Ensino Secundário (+5. p.p.); 
  • o aumento da proporção de trabalhadores com o 3º Ciclo do Ensino Básico (+6. p.p.);
  • a diminuição da proporção de trabalhadores com habilitações iguais ou inferiores ao 2º Ciclo do Ensino Básico (-15 p.p.).

Gráfico 3 -  Evolução da Estrutura de Habilitações Literárias dos Trabalhadores por Conta de Outrem em Estabelecimentos Empresariais na Região do Alentejo (2002/2009)

EvoHabLit.png

Fonte: Ministério da Solidariedade e da Segurança Social


Refira-se, finalmente, que o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem nos estabelecimentos empresariais da região correspondia, em 2009, a cerca de 924 euros, representando 89% do ganho médio mensal registado a nível nacional.


Gráfico 4 - Ganho Médio Mensal dos Trabalhadores por Conta de Outrem em Estabelecimentos Empresariais na Região do Alentejo (2009)

GanhMedMens.png

Fonte: Ministério da Solidariedade e da Segurança Social


Em termos mais detalhados, interessa assinalar que o diferencial em apreço está situado ao nível dos ativos com maior nível de habilitações literárias, designadamente os detentores de Ensino Secundário e, sobretudo, de Ensino Superior (87% e 91% do ganho médio mensal registado a nível nacional, respetivamente).