Viver

O Alentejo Central posiciona-se enquanto ambiente residencial de excelência, ou seja, como um território qualificado e com escala humana, no qual se inscrevem condições infraestruturais e funcionais de referência para a atratividade urbana.

A sub-região distingue-se pela presença de claras e importantes vantagens ao nível dos custos relacionados com o acesso à habitação, sobretudo quando o referencial de comparação corresponde à Área Metropolitana de Lisboa. A competitividade dos custos de aquisição e arrendamento de habitação constituem-se enquanto fator de diferenciação que convida a fixar residência.

Ao nível da educação, interessa incidir sobre as infraestruturas que lhe dão suporte. Verifica-se uma predominância no número de estabelecimentos de educação pré-escolar, com 177 estabelecimentos, distribuídos por 75 estabelecimentos públicos e 42 privados. Ao nível do Ensino Básico, a Região Alentejo Central dispõe de 96 estabelecimentos, contrapondo-se aos 16 estabelecimentos do ensino secundário.

No que diz respeito à população residente, importa refletir sobre os principais indicadores demográficos que a caracterizam. De acordo com os dados provisórios do último Recenseamento da População, em 2011, na sub-região residiam 166.802 habitantes, valores que refletem um decréscimo populacional relativamente a 2001 na ordem dos 6 mil residentes.

No que se refere à atividade da população residente, uma das variáveis em análise é a população ativa registada no Alentejo Central. Assim, verifica-se um aumento da população ativa na região nas últimas duas décadas, acompanhando de resto a tendência nacional. De facto, o Alentejo Central tem vindo gradualmente a ganhar fatores de atratividade de população para a região e contribuído para atenuar as tendências migratórias características da sua população residente para outras regiões, nomeadamente para a Área Metropolitana de Lisboa.

A singularidade do Alentejo Central, à semelhança da região em que se insere, assenta na sua geografia marcante e distintiva, na forte identidade cultural das suas comunidades e em todo o conjunto de amenidades que a região tem conseguido preservar e valorizar.

Estas características são fortemente tributárias da herança rural do Alentejo e, num contexto de crescente urbanidade, são hoje um fator de evidente diferenciação no quadro regional. A manutenção desta herança está hoje enriquecida pelo esforço colocado no apetrechamento infraestrutural e funcional da generalidade dos aglomerados urbanos da região com vista a responder eficazmente às principais necessidades da população.

Este reforço de condições materiais está enquadrado numa estratégia mais ampla de qualificação e diversificação da gama de serviços coletivos prestados à população. Um exemplo particularmente relevante dessa estratégia reside na forte aposta que as autoridades locais têm feito nos domínios da cultura e do desporto, posicionando a região como um território onde a parcela de recursos financeiros alocada a este tipo de atividades e a despesa per capita associada se apresentam em níveis claramente superiores à média nacional.​