Território

O Alentejo Central localiza-se no sul de Portugal Continental, abrangendo uma superfície total de 7.228,8 km2, constituindo-se como parte da maior região portuguesa, o Alentejo.

O concelho de Évora, com uma dimensão de 1.307,1 km2, assume-se como o território de maior dimensão no Alentejo Central, em contraposição ao concelho de Borba, com uma área que se circunscreve a 145,2 km2.

O Alentejo Central concentra um vasto e diversificado património ambiental e cultural. O reconhecimento do valor intrínseco deste património encontra evidência muito clara na multiplicidade de ativos que se encontram classificados ao abrigo de regimes legais de proteção e valorização específicos e que consagra, por exemplo:

•  58 mil hectares classificados como Sítios da Rede Natura 2000;

• 39 mil hectares classificados como Zonas de Proteção Especial da Rede Natura 2000;

• 220 bens imóveis culturais classificados, abrangendo 133 monumentos, 35 conjuntos e 52 sítios, segundo anuário estatístico do INE.

Este tipo de ativos tem vindo a posicionar-se como uma importante base de recursos para o desenvolvimento da atividade turística na sub-região, designadamente em segmentos estratégicos como o turismo rural, o turismo de natureza, com destaque, na sub-região, para o desenvolvimento de produtos como o património da humanidade e o touring cultural e paisagístico.

Tratando-se de um destino emergente, com quase 260 mil hóspedes em 2012 e em franco crescimento ao longo dos últimos anos, este é seguramente um sector ao qual se reconhecem grandes potencialidades de desenvolvimento. O aumento da capacidade hoteleira em cerca de 39% ao longo da última década e a crescente qualificação e diferenciação da oferta disponibilizada confirmam esse mesmo potencial.

Na sub-região destaca-se ainda a presença de condições de excelência para o desenvolvimento de atividades de base territorial e promoção externa. Pela sua relevância específica, importa aqui referenciar:

• A presença de importantes jazidas minerais na sub-região, com destaque para a chamada Zona dos Mármores;

• O desenvolvimento de produções agrícolas de valor acrescentado (alimentares e não alimentares), associadas à forte expansão registada ao nível dos perímetros de rega na região;

• O elevado potencial associado à exploração de fontes energéticas com carácter renovável, com destaque para a energia solar.  ​